Ante-capítulo 2: Agora até parece que fui contratada para escrever o enredo das próximas alienações televisivas! Ai a minha vida e ao que uma mulher se sujeita nos dias prá frentex deste século! Arre, porra, que até certos cães têm melhor sorte. Mas vamos à narrativa, que se faz tarde e eu não ganho a minha vida com isto. Para prender atenções, vã ilusão, minha amiga, prometo disparates a jorro, desencantos à fartazana, um capítulo com bolinha para alegrar o povo, morbidez que faz sempre a delícia alheia, desejo e ciúme para condimentar, saudades e adeus que é a sina das vidas sentidas, pequenos-almoços e sobre as mesas para meter culinária, esperança como lenitivo para males de alma, e no fim… nem eu sei que coisa vai sair daqui. Mas a quem interessa? Esquece essa do vermelho-paixão hoje. Vamos lá a pôr o meu leitor novo de mp3 a funcionar, abanar aqui o toutiço e pôr-me a escrever a versão de cerejas com melaço que, por acaso, hoje, continua assim:
Depressa Ela viu que essa treta (já meti a “treta”: toca a riscar da lista dos pedidos!) das almas pares, do ponto de luz invisível por cima do ombro do Complemento, da metade do fruto que se haverá de encontrar, da predestinação sapiente divina, dos contos e romances era, na verdade, mesmo treta! E das descomunais. Pequenos nadas, desagrados ínfimos, coisinhas que se amontoavam e Ela ia sacudindo como caspa incómoda, mas que iam ficando no rol dos desenganos. Começou com uma pequena mentirinha, depois alargou-se à omissão de factos, depois prolongou-se pelo esconder deliberado e o caudal a encher, o rio do desconforto a ameaçar inundação e Ela a engolir sapos, que nesses nunca acreditou que virassem príncipes. E Ele, em telenovela mexicana, onde os lábios não batiam com as palavras, a chamar-lhe “mi vida” e “cariño” com muchos bejos. Tudo muy belo! E porque o insólito faz parte da vida tudo começou no dia em que foram à discoteca e …
(porque trucidei assim um amor tão lindo?! Olha, porque nunca tive jeito para a cozinha e a massa azedou… e porque entrou a Prima e depois vai entrar o Primo, e a família toda e mais alguém que amanhã me dê na veneta…)
Depressa Ela viu que essa treta (já meti a “treta”: toca a riscar da lista dos pedidos!) das almas pares, do ponto de luz invisível por cima do ombro do Complemento, da metade do fruto que se haverá de encontrar, da predestinação sapiente divina, dos contos e romances era, na verdade, mesmo treta! E das descomunais. Pequenos nadas, desagrados ínfimos, coisinhas que se amontoavam e Ela ia sacudindo como caspa incómoda, mas que iam ficando no rol dos desenganos. Começou com uma pequena mentirinha, depois alargou-se à omissão de factos, depois prolongou-se pelo esconder deliberado e o caudal a encher, o rio do desconforto a ameaçar inundação e Ela a engolir sapos, que nesses nunca acreditou que virassem príncipes. E Ele, em telenovela mexicana, onde os lábios não batiam com as palavras, a chamar-lhe “mi vida” e “cariño” com muchos bejos. Tudo muy belo! E porque o insólito faz parte da vida tudo começou no dia em que foram à discoteca e …
(porque trucidei assim um amor tão lindo?! Olha, porque nunca tive jeito para a cozinha e a massa azedou… e porque entrou a Prima e depois vai entrar o Primo, e a família toda e mais alguém que amanhã me dê na veneta…)

2 Comments:
At Ter Jan 17, 10:50:00 PM 2006,
MWoman said…
...porque és má, caramba, não se faz!
Comprei bilhete para novela cor-de-rosa e sai-me isto?
Venham daí histórias vermelho-paixão, então! Com primas e primos, enteados e sobrinhos, filhos de além mar...(shit!)
Ups...isto tem censura?
At Qua Jan 18, 09:24:00 AM 2006,
Vulcão said…
Demasiado vida real pró meu gosto, ó Trenga.
Devolve lá o rosa outra vez à coisa, que da realidade já nos chega a vida! ;)
Ah! e o povo gosta sim ;)
Por mim falo, que nada tenho de sangue azul, à excepção da preferência pela cor.
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